domingo, 15 de agosto de 2010

domingo, 25 de julho de 2010

A origem do sobrenome


“Ei! você conhece o fulano?”; “Que fulano?”; “Fulano de Sousa, Guimarães ou Rocha?”. Sem dúvida, muitas pessoas já tiveram a oportunidade de desenvolver um diálogo como esses. Contudo, não ache você que os sobrenomes sempre estiveram por aí, disponíveis em sua função de distinguir pessoas que tivessem o mesmo nome ou revelando a árvore genealógica dos indivíduos.

Até por volta do século XII, os europeus tinham o costume de dar apenas um nome para os seus descendentes. Nessa época, talvez pelo próprio isolamento da sociedade feudal, as pessoas não tinham a preocupação ou necessidade de cunharem outro nome ou sobrenome para distinguir um indivíduo dos demais. Contudo, na medida em que as sociedades cresciam, a possibilidade de conhecer pessoas com um mesmo nome poderia causar muita confusão.

Imaginem só! Como poderia repassar uma propriedade a um herdeiro sem que sua descendência fosse comprovada? Como enviar um recado ou mercadoria a alguém que tivessem duzentos outros xarás em sua vizinhança? Certamente, os sobrenomes vieram para resolver esses e outros problemas. Entretanto, não podemos achar que uma regra ou critério foi amplamente divulgado para que as pessoas adotassem os sobrenomes.

Em muitos casos, vemos que um sobrenome poderia ser originado através de questões de natureza geográfica. Nesse caso, o “João da Rocha” teve o seu nome criado pelo fato de morar em uma região cheia de pedregulhos ou morar próximo de um grande rochedo. Na medida em que o sujeito era chamado pelos outros dessa forma, o sobrenome acabava servindo para que seus herdeiros fossem distinguidos por meio dessa situação, naturalmente construída.

Outros estudiosos do assunto também acreditam que alguns sobrenomes apareceram por conta da fama de um único sujeito. Sobrenomes como “Severo”, “Franco” ou “Ligeiro” foram criados a partir da fama de alguém que fizesse jus à qualidade relacionada a esses adjetivos. De forma semelhante, outros sobrenomes foram cunhados por conta da profissão seguida por uma mesma família. “Bookman” (livreiro) e “Schumacher” (sapateiro) são sobrenomes que ilustram bem esse tipo de situação.

Quando você não tinha fama por algo ou não se distinguia por uma razão qualquer, o seu sobrenome poderia ser muito bem criado pelo simples fato de ser filho de alguém. Na Europa, esse costume se tornou bastante comum e pode ser visto alguns sobrenomes como MacAlister (“filho de Alister”), Johansson (“filho de Johan”) ou Petersen (“filho de Peter”). No caso do português, esse mesmo hábito pode ser detectado em sobrenomes como Rodrigues (“filho de Rodrigo”) ou Fernandes (“filho de Fernando”).

Hoje em dia, algumas pessoas têm o interesse de remontarem a sua arvore genealógica ou conhecer as origens da família que lhe deu sobrenome. Talvez, observando algumas características do próprio sobrenome, elas possam descobrir um pouco da história que se esconde por detrás do mesmo. Afinal de contas, o importante é saber que a ausência desses “auxiliares” nos tornaria mais um entre os demais.


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola
Dia Nacional do Escritor

O dia 25 de julho é um dia dedicado a homenagear o escritor brasileiro, aquele que elabora artigos científicos, pautados em verdades comprovadas, ou textos literários, divididos em vários gêneros.

O surgimento da data se deu a partir da década de 60, através de João Peregrino Júnior e Jorge Amado, quando realizaram o I Festival do Escritor Brasileiro, organizado pela União Brasileira de Escritores, a que os dois eram presidente e vice-presidente, respectivamente. Porém, de alguns anos para cá, as dificuldades dos escritores tem sido muito grandes, principalmente no que diz respeito à publicação de suas obras. Despreocupados com a qualidade dos textos, mas com a quantidade de vendas dos produtos, muitos editores lançam volumes que garantem retorno econômico à empresa.
Além disso, os meios de comunicação virtual publicam na íntegra, gratuitamente, obras de vários autores, sem considerar os respectivos direitos autorais, causando prejuízos aos mesmos.

Em razão do mundo virtual, jovens e crianças têm perdido o contato com os livros, passando grande tempo na frente do computador ou da televisão. Com isso, o acesso ao mundo letrado tem diminuído consideravelmente, e com ele as vendas dos artigos literários.
Ler é importante para o desenvolvimento do raciocínio, para desenvolver o aspecto crítico do leitor, criando novas opiniões e estimulando sua criatividade. Quando lemos, nos reportamos para outros lugares, como se estivéssemos viajando no tempo e no espaço.

As riquezas literárias são muitas, podendo estar divididas em textos científicos, que comprovam as teorias, e textos literários do tipo romance, comédia, suspense, poemas, poesias, biografias, músicas, novelas, obras de arte, literatura de cordel, histórias infantis, histórias em quadrinhos, dentre vários outros.

Pesquisa realizada em 2001, pela Câmara Brasileira da Indústria do Livro, comprovou que cerca de 61% dos adultos alfabetizados do país mantém pouco contato com livros, enquanto que a camada mais baixa da população, cerca de seis milhões e meio de pessoas, alegam não ter condições de adquirir livros.

Hoje em dia o Brasil conta com mais de trinta projetos de incentivo à leitura, bem como de divulgação das bibliotecas públicas do país e seus acervos bibliográficos, sendo o PNLL (Plano Nacional do Livro e Leitura) o mais importante deles. O programa oferece apoio a novos escritores, defende os direitos autorais dos escritores, abona apoio às publicações para novos autores, investem em traduções, mantém premiações e bolsas de incentivo para novos escritores.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

domingo, 4 de julho de 2010

Este artigo do professor Savioli apresenta dicas interessantes em relação aos procedimentos de leitura.

O APRENDIZADO DA LEITURA - COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

Leitura de um texto
Interessa a todos saber que procedimento se adotar para tirar o maior rendimento possível da leitura de um texto. Mas não se pode responder a essa pergunta sem antes destacar que não existe para ela uma solução mágica, o que não quer dizer que não exista solução alguma.

Genericamente, pode-se afirmar que uma leitura proveitosa pressupõe, além do conhecimento lingüístico propriamente dito, um repertório de informações exteriores ao texto, o que se costuma chamar de conhecimento de mundo. A título e ilustração, observe a questão seguinte, extraída de um vestibular da UNICAMP:
Às vezes, quando um texto é ambígüo, é o conhecimento de mundo que o leitor tem dos fatos que lhe permite fazer uma interpretação adequada do que se lê. Um bom exemplo é o texto que segue:
"As videolocadoras de São Carlos estão escondendo suas fitas de sexo explícito. A decisão atende a uma portaria de dezembro de 1991, do Juizado de Menores, que proíbe que as casas de vídeo aluguem, exponham e vendam fitas pronográficas a menores de 18 anos. A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais." (Folha Sudeste, 6/6/92)
É o conhecimento lingüístico que nos permite reconhecer a ambigüidade do texto em questão (pela posição em que se situa, a expressão sem a companhia ou autorização dos pais permite a interpretação de que com a companhia ou autorização dos pais os menores podem ir a rodeios ou motéis).

Mas o nosso conhecimento de mundo nos adverte de que essa interpretação é estranha e só pode ter sido produzida por engano do redator. É muito provável que ele tenha tido a intenção de dizer que os menores estão proibidos de ir a rodeios sem a companhia ou autorização dos pais e de freqüentarem motéis.

Como se vê, a compreensão do texto depende também do conhecimento de mundo, o que nos leva à conclusão de que o aprendizado da leitura depende muito das aulas de Português, mas também de todas as outras disciplinas sem exceção.
Três questões básicas
Uma boa medida para avaliar se o texto foi bem compreendido é a resposta a três questões básicas:
I - Qual é a questão de que o texto está tratando? Ao tentar responder a essa pergunta, o leitor será obrigado a distinguir as questões secundáriasda principal, isto e, aquela em torno da qual gira o texto inteiro. Quando o leitor não sabe dizer do que o texto está tratando, ou sabe apenas de maneira genérica e confusa, é sinal de que ele precisa ser lido com mais atenção ou de que o leitor não tem repertório suficiente para compreender o que está diante de seus olhos.
II - Qual é a opinião do autor sobre a questão posta em discussão? Disseminados pelo texto, aparecem vários indicadores da opinião de quem escreve. Por isso, uma leitura competente não terá dificuldade em identificá-la. Não saber dar resposta a essa questão é um sintoma de leitura desatenta e dispersiva.
III - Quais são os argumentos utilizados pelo autor para fundamentar a opinião dada? Deve-se entender por argumento todo tipo de recurso usado pelo autor para convencer o leitor de que ele está falando a verdade. Saber reconhecer os argumentos do autor é também um sintoma de leitura bem feita, um sinal claro de que o leitor acompanhou o desenvolvimento das idéias. Na verdade, entender um texto significa acompanhar com atenção o seu percurso argumentatório.
Francisco Platão Savioli é Professor e Autor de Português do Anglo Vestibulares e também Professor Assistente Doutor de Língua Portuguesa, Redação e Expressão Oral do Departamento de Comunicações e Artes da ECA-USP.
(http://www.mundovestibular.com.br/articles/411/1/O-APRENDIZADO-DA-LEITURA---COMPREENSAO-E-INTERPRETACAO-DE-TEXTOS/Paacutegina1.html)

A linguagem dos jovens

Esta reportagem da Revista Língua Portuguesa é bastante útil para professores de todas as áreas.


A linguagem dos jovens
Jornalista comanda pesquisa inédita que decifra o que pensa e comunica a juventude brasileira

Luiz Costa Pereira Junior

Os jovens de hoje são filhos da mãe. Com todo respeito. A constatação, resultado de uma das mais interessantes pesquisas sobre a juventude brasileira, aponta que a figura mãe se tornou a referência máxima da geração nascida nos anos 80 e 90. Num país em que 20 milhões de famílias são chefiadas por mulheres, valores considerados maternais (o afeto como vetor da felicidade, cultivar amigos, fazer o que gosta e cuidar de quem se gosta) passaram a substituir aqueles tidos como "masculinos" (ganhar dinheiro, fazer carreira, subir a todo preço), que predominaram na geração anterior.

A intenção da Novos Consumidores 2, pesquisa feita pela Studio Idéias entre julho e outubro de 2008 com 1.623 jovens de todo o país e lançada no fim do ano, era medir a relação que os jovens mantêm com a publicidade. Mas, a pedido do Núcleo Jovem da editora Abril, que solicitou o estudo, formou um balanço de como se expressam as pessoas de 13 a 24 anos, dos centros urbanos. "Tivemos o cuidado de não falar com formadores de opinião, para retratar o brasileiro médio, com um mínimo de acesso à internet", diz Brenda Fucuta, a diretora do Núcleo Jovem da Abril, responsável pela pesquisa.

Jornalista desde o fim dos anos 80, Brenda trabalha com leitores adolescentes há mais de dez anos. Foi diretora da revista Capricho e hoje comanda um rol de publicações para jovens, com 7 milhões de exemplares mensais. Sob o comando de Brenda, o estudo aferiu comportamentos que explicam em parte o modo como os jovens se expressam. Na internet ou na roda de conversa, eles ditam a linguagem que será absorvida no trabalho e nas reuniões familiares.

Brenda sabe que toda pesquisa padece do risco de generalizar o que pode ser só tendência parcial. Mas crê que sua pesquisa traz marcas geracionais que serão incorporadas pela sociedade. "A geração paz e amor foi uma minoria, mas impactou uma era", diz. Brenda mostra aqui como, por influência materna, o jovem atual está feminilizando sua visão de mundo e agitando sua linguagem.

Qual a diferença do jovem de hoje para o de ontem?
Há um contraste grande com os valores yuppies. Os jovens estão mais preocupados em ter prazer no que fazem e estar com os amigos do que fazer carreira a todo custo. Isso pode ser só um ciclo, o da geração avessa à geração anterior. Mas pode ter a ver com um dado de nossa pesquisa: a influência feminina.

A mulher mudou mesmo os valores juvenis?
A juventude atualizou o papel da mãe, que não é só a mãe querida, mas a mulher admirada, que dá conta da casa e do trabalho. Seus filhos herdaram valores "maternais". Valorizam o coletivo e fazem dos amigos uma família ampliada. Estar junto, a tolerância, é mais forte do que ganhar dinheiro e ser bem-sucedido, valores mais "masculinos". Chamo o período atual de novo matriarcado e a atual juventude, de "filhos da mãe".

Como a presença materna se reflete no jovem?
Como as mulheres refizeram o caminho que foi dos homens, temos adolescentes mais atiradas, que ficam com vários parceiros e veem o namoro como limitador. Meninas com comportamento mais "masculino", mas ainda românticas. Em contrapartida, há esvaziamento do papel dos meninos. Estão perdidos, não sabem o que fazer, enquanto elas sabem: têm muita diferença a tirar.

Como isso se reflete na linguagem?
Na escrita, sob a revolução midiática, nunca se escreveu tanto. Ao menos por enquanto, internet para o jovem é rede social, uma maneira de conversar com os outros, de mostrar-se e de ver o que acontece. As pessoas querem cultivar amigos. Com isso, há uma oralidade sendo transmitida à escrita. Há os neologismos da internet e há os da fala cotidiana.

O jovem adota gírias só até entrar no mercado?
Pode ser, mas é preciso considerar que o mercado e as famílias estão mais abertos a gírias adolescentes do que o inverso. Hoje, é comum ouvir, no trabalho, expressões que os pais incorporaram dos filhos. As pessoas falam "beleza" e "tá certo" mesmo em atividades formais - e já não soa esquisito. Os ambientes de trabalho estão mais flexíveis com a linguagem. A juventude fez isso.

A barreira da linguagem reflete nossa ignorância sobre o jovem?
Há muitos mitos. Não está correta, por exemplo, a ideia de geração que nasceu digital, faz ene coisas ao mesmo tempo e quer liberdade, espaços abertos, esportes radicais. E, embora o jovem leve vantagem com as novas mídias, ele lida com as novidades de maneira espantada, assim como nós. Nesta pesquisa e numa anterior, de 2005, os jovens se dizem afogados com tanta informação.

Que outros mitos ruíram?
O de que eles preferem ambientes abertos. O lugar mais jovem da cidade é a sua casa. É lá que ele se sente à vontade, e os pais o estimulam a receber amigos. Isso tem a ver com segurança e também com a mudança estrutural das famílias, que eram grandes. Agora, têm poucos filhos, se deslocaram e ficaram longe de avós e tios. Os amigos cumprem o papel dos antigos primos e irmãos.

O gosto pela casa indica uma geração que fez da internet sua janela?
O que se nota é que o contato digital é tão prazeroso quanto a necessidade física de estar com a turma. Não é uma experiência tão pobre quanto imaginam os adultos. A imagem do jovem que faz mil coisas de uma vez também é falsa. Ele consome muitas mídias: são 8 horas diárias, 3 só na internet, outras 3 na TV, mas um consumo fragmentado, não tão simultâneo.

O jovem é superficial e alienado? Ou isso é mito?
Não diria superficial. Os valores mudaram. Tivemos gerações empenhadas em política ou em ganhar dinheiro. Hoje, há bandeiras como "vamos viver a vida com mais prazer e sentido". Não serão esses os jovens que vão revolucionar o meio ambiente, mas tiveram mais convites a pensar a questão. O fato é que a presença feminina se reflete numa geração mais conservadora e menos individualista, atenta à qualidade da própria vida. Não dá para dizer que é mais alienada.

Não há mais informação do que jovens bem informados?
O jovem está sim mais informado. Minha geração tinha mídias tradicionais para consultar, e isso limitava o número de pessoas informadas. Hoje é diferente. Uma adolescente me disse algo decisivo: "Não preciso ir até a informação, ela vem a mim". Se as Torres Gêmeas caem ou o Lombardi morre, o jovem saberá, mas de segunda, terceira mão, sem consultar as mídias tradicionais. Fiz um estudo de caso no Twitter de uma garota que postou a mensagem "O Lombardi morreu. Não acredito". Quis saber onde ela buscou a história e vi que no Twitter de uma celebridade. Ela retuitou a informação, e seus amigos a seguiram. Alguns, então, questionam: "Mas morreu do quê?". Aí vão às mídias tradicionais buscar detalhes e dizer ao amigo que sabem mais do que ele.

Quais os acertos e os erros na linguagem que se adota com o jovem?
O conteúdo é importante, mas desde que embalado de um jeito funcional. E o jovem gosta de entretenimento aliado a
conteúdo. Se algo benfeito é bem embalado, o jovem tira de letra mesmo a mensagem mais complexa. Por outro lado, o erro mais tosco é posar de jovem. Tende-se a exagerar na gíria. O jovem percebe quando um adulto se passa por garoto. Outro erro é congelar a imagem do jovem no filho, no sobrinho. As pessoas mudam com rapidez seus hábitos, é fácil perder o compasso. O terceiro erro é não valorizar a força do visual da mensagem. É preciso traduzir fatos em imagens e "imagens verbais".

Quais os obstáculos para quem quer comunicar-se com o jovem?
Só na aparência os jovens são autossuficientes. Passam 80% do tempo se autoabastecendo de dados, e de algum modo digerem o que vale a pena e vai sustentar seus papos. Há gente, por enquanto adulta, que fornece o conteúdo que, de alguma maneira, será tema da conversa deles. Estamos no grande momento de desenvolver um modelo de fluxo de informação. Para alguém autossuficiente, mas carente de orientação.

O que se aponta no futuro?
Com a consolidação da figura da mãe por essa geração, tendemos a ver jovens cada vez mais "femininos", tolerantes e acolhedores, valorizando a família e os amigos. Na mesma direção, há uma mulher agressiva, "masculina", que determina cada vez mais os rumos da sociedade. Está anunciada, e para breve, uma nova onda: a revisão do papel masculino. Que homens serão esses que começaram a dar tal importância à mulher? Como isso se refletirá na linguagem? São perguntas que a atual geração deve nos responder. No futuro, é claro.

A figura mais admirada: a mãe
Coisas que aprendeu com a mãe Para ser feliz é preciso
Ser honesto 34% Ter poucos e bons amigos
Ser educado 27% Cuidar de quem se gosta 30%
Respeitar o outro 26% Ser querido pela familia 29%
Fonte: Novos Consumidores 2, Studio Idéias, julho/outubro 2008, questionário via internet (1.470 entrevistados), qualitativa com blogs (24), Perception Analyser (105), focus group "curto-circuito" (24).

Jovens linguagens

Um verbo como "ficar" (namorar) marca a aversão a compromisso longo, não só porque o sexo é risco na era da aids, mas por sinalizar o relacionamento rápido e fragmentário.

O mercado de trabalho e as famílias estão mais abertos a gírias adolescentes. Hoje, é comum ouvir, no trabalho, expressões que os pais incorporaram dos filhos.

Sob a revolução midiática, nunca a juventude escreveu tanto. Há uma oralidade sendo transmitida à escrita e neologismos gerados na internet, não desprezíveis.

(http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=11954)